Segunda-feira, 02 de novembro de 2026 · fechamento do dia anterior

Análise de Mercado — Soja

Verifique a seguir o que moveu o mercado de soja na última semana.

Cotação de hoje

Fonte: CEPEA/Esalq · dado de 30/10/2026
Soja
R$ 158.88
▲ 0.38%
por saca de 60kg
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Contrato futuro

CommodityContratoFechamentoVariação
SojaJaneiro/2027R$ 147,46 /sc▼ 0.22%

Variação no período

Alta de 0,9% na semana.

R$/saca R$ 155,55 R$ 156,66 R$ 157,77 R$ 158,88 27/10/202629/10/202630/10/202631/10/202602/11/2026

Análise da Semana

O que aconteceu

O indicador Cepea/Esalq da soja no Paraná fechou em 18 de setembro a R$ 155,18 por saca de 60 kg (+0,15% no dia), enquanto o indicador de Paranaguá (porto) marcou R$ 161,89/sc (-0,08%). No plano da oferta, dois números estruturais dominaram a semana: a Conab confirmou a safra 2025/26 do Brasil em 180,4 milhões de toneladas (+5,2% sobre 2024/25, recorde histórico), e a consultoria StoneX elevou sua primeira estimativa para a safra 2026/27 a 183,5 milhões de toneladas. No front comercial, a Abiove revisou a previsão de exportação de soja do Brasil para 115 milhões de toneladas em 2026, uma redução de 400 mil toneladas frente à estimativa anterior — a primeira queda mensal desde março —, atribuída à intensificação das compras chinesas de soja norte-americana nas últimas semanas, movimento que antecedeu a visita do presidente chinês Xi Jinping a Washington. Em contrapartida, a Abiove elevou a previsão de processamento (esmagamento) de soja no Brasil para um recorde de 63,5 milhões de toneladas.

Por que aconteceu

O comportamento lateral dos preços domésticos reflete o equilíbrio entre dois vetores opostos: de um lado, uma oferta recorde tanto da safra que se encerra (180,4 milhões de toneladas) quanto da que se inicia (183 milhões projetadas pela StoneX), que naturalmente limita o espaço para altas; de outro, a demanda firme da indústria doméstica de esmagamento, que opera em ritmo recorde e sustenta o preço pago ao produtor mesmo com o grão mais disponível. No mercado externo, a decisão da China de intensificar compras nos Estados Unidos é um movimento tático — em parte diplomático, ligado à visita de Xi Jinping — que reduz o ritmo de vendas externas do Brasil justamente no início da comercialização da nova safra, sem, porém, reverter a tendência estrutural de crescimento das exportações brasileiras no ano.

Consequências no mercado

No curto prazo, a combinação de safra recorde com exportação levemente mais lenta tende a manter os prêmios de exportação em Paranaguá comprimidos e os preços domésticos sob viés lateral a levemente baixista, especialmente enquanto persistir a preferência chinesa por origem americana. A margem do produtor brasileiro, contudo, é parcialmente protegida pelo aumento do processamento doméstico, que atua como comprador adicional absorvendo parte do excedente de oferta.

Impacto B2B

Tradings enfrentam prêmios de exportação comprimidos em Paranaguá diante da preferência chinesa por origem americana, mas a indústria de esmagamento doméstica — operando em ritmo recorde de 63,5 milhões de toneladas projetadas — absorve parte do excedente de grão e sustenta a demanda por matéria-prima, amortecendo o efeito da exportação mais lenta sobre o produtor.

Impacto B2C

Sem repasse direto identificado ao consumidor final nesta semana.

O que observar

O resultado da negociação comercial EUA-China será determinante para a safra 2026/27: uma normalização duradoura das compras chinesas nos Estados Unidos reduziria a participação relativa do Brasil no mercado chinês, ainda que o volume recorde da produção brasileira deva sustentar as exportações totais em patamar elevado. O câmbio mais depreciado, com o Copom cortando juros e o Federal Reserve subindo na mesma semana, tende a compensar parcialmente a pressão de oferta.

Atualizado em: 02/11/2026 · Fontes consultadas: Cepea/Esalq, USDA/WASDE, Conab, StoneX, Abiove, InfoMoney, Forbes Agro, Folha Agrícola.

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