Terça-feira, 15 de setembro de 2026 · fechamento do dia anterior

Análise de Mercado — Café

Verifique a seguir o que moveu o mercado de café arábica na última semana.

Cotação de hoje

Fonte: CEPEA/Esalq · dado de 14/09/2026
Café Arábica
R$ 1594.86
▼ 0.13%
por saca de 60kg
Sul de Minas
Guaxupé - MG
R$ 1.658,00
Poços de Caldas - MG
R$ 1.620,00
Varginha - MG
R$ 1.670,00
Machado - MG
R$ 1.620,00
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Contrato futuro

CommodityContratoFechamentoVariação
Café ArábicaDezembro/2026R$ 1827,45 /sc▲ 3.27%

Variação no período

Queda de 3,2% na semana.

R$/saca R$ 1.594,86 R$ 1.612,34 R$ 1.629,81 R$ 1.647,29 09/09/202611/09/202612/09/202613/09/202615/09/2026

Análise da Semana

O que aconteceu

Depois de semanas de preço sustentado apesar da colheita quase pronta, esta semana o cenário virou: os futuros do arábica na Bolsa de Nova York caíram para a mínima em cinco semanas, fechando a US$ 2,9535 por libra-peso na quinta-feira (4/09), após tocar US$ 2,8975 durante o dia — abaixo da barreira psicológica de 300 centavos/libra pela primeira vez em três meses.

Por que aconteceu

Dois fatores se combinaram. Primeiro, a consultoria StoneX elevou sua projeção para a safra brasileira 2026/27 de 75,8 para 77,2 milhões de sacas (+2,6% frente à estimativa de março) — um novo recorde, justificado por condições climáticas favoráveis. Segundo, e mais importante: chuvas recentes nas regiões produtoras trouxeram alívio para o desenvolvimento inicial da safra 2027/28, reduzindo o temor sobre a florada que vínhamos apontando como o principal risco à frente. O analista e consultor de commodities agrícolas Michael McDougall foi direto ao avaliar o movimento: não há motivo fundamental claro para a queda — a retração parece mais um movimento de consolidação técnica do que uma mudança estrutural de cenário. Na prática, o mercado está revisando para baixo o prêmio de escassez que vinha sustentando os preços.

Consequências no mercado

No Brasil, a forte queda externa travou o ritmo de negócios no mercado físico na quinta-feira, com produtores avaliando a necessidade de vender por falta de armazenagem mesmo com os preços em recuo. O robusta também caiu na semana, atingindo mínima de dois meses e meio (US$ 3.329 por tonelada) antes de fechar a US$ 3.374, queda de 0,9%.

Impacto B2B

Torrefadoras que vinham pagando prêmio por grão escasso ganham um respiro de curto prazo — mas produtores que precisam vender por falta de armazenagem estão sendo forçados a aceitar preços mais baixos do que gostariam, mesmo com a colheita da safra 2026/27 já praticamente concluída.

Impacto B2C

Sem repasse identificado ao preço de varejo do café nesta semana — o movimento ainda está concentrado no mercado futuro e no físico atacadista.

O que observar

Se a queda desta semana é mesmo consolidação técnica, como avalia McDougall, ou o início de uma correção mais duradoura por causa da revisão de safra para cima. As chuvas de alívio para a safra 2027/28 também merecem monitoramento — se continuarem, reduzem ainda mais o prêmio de risco climático que vinha sustentando os preços ao longo do ano.

Atualizado em: 15/09/2026 · Fontes consultadas: Reuters, Investing.com, Money Times, SpaceMoney, AF News, Notícias Agrícolas, CEPEA/ESALQ.

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