Cotação de hoje
Contrato futuro
| Commodity | Contrato | Fechamento | Variação |
|---|---|---|---|
| Café Arábica | Dezembro/2026 | R$ 1938,62 /sc | ▼ 0.65% |
Variação no período
Queda de 0,7% na semana.
Análise da Semana
O que aconteceu
O indicador Cepea/Esalq do café arábica fechou em 18 de setembro a R$ 1.546,58 por saca de 60 kg, com alta de 0,30% no dia. No plano internacional, contudo, a semana consolidada até 8 de setembro trouxe uma queda expressiva: o café arábica negociado na ICE (Nova York) recuou 5,9% no período, movimento que acompanhou perdas generalizadas em commodities agrícolas — o cacau caiu 10,8% em Londres, o trigo caiu 4,5% em Chicago, e o índice geral de commodities agrícolas (S&P GSCI Agriculture) recuou 3,0% na semana. As causas apontadas para o recuo do café foram o aumento dos estoques certificados e a mudança nas expectativas de demanda, além de chuvas recentes e previstas no Brasil que melhoraram as perspectivas para a safra 2027/28.
Por que aconteceu
O movimento de queda no mercado externo reflete uma recomposição de estoques certificados na bolsa de Nova York após um período de escassez, somada à melhora do panorama climático para a próxima safra brasileira — as chuvas que favorecem a floração e o pegamento dos grãos reduzem a percepção de risco de quebra futura, o que tende a aliviar prêmios de risco embutidos nos contratos futuros mais longos. A resiliência do indicador Cepea em reais (com leve alta no dia) frente à queda em dólar na ICE é explicada, em parte, pelo comportamento do câmbio: um dólar mais firme compensa parcialmente, para o produtor brasileiro, a queda da cotação internacional em moeda americana.
Consequências no mercado
No curto prazo, a combinação de estoques maiores em Nova York com perspectiva climática mais favorável para 2027/28 tende a manter os preços internacionais sob pressão baixista, especialmente se as chuvas no Brasil se confirmarem ao longo da florada. Para o produtor brasileiro, o amortecedor cambial é relevante: enquanto o real não se apreciar de forma significativa, parte da queda em dólar tende a ser compensada na conversão para reais, sustentando a remuneração doméstica.
Impacto B2B
Torrefadoras e exportadores se beneficiam de preços internacionais mais baixos e da manutenção da isenção tarifária nos Estados Unidos, embora o produtor sinta a queda em dólar amortecida pelo câmbio — o repasse ao custo de compra da indústria tende a ser gradual, não imediato.
Impacto B2C
Sem repasse identificado ao preço de varejo do café nesta semana.
O que observar
A confirmação das chuvas ao longo da florada 2027/28 nas próximas semanas, e o resultado da rodada de negociação tarifária Brasil-EUA de 30 de setembro a 1º de outubro — a manutenção da isenção tarifária do café remove um risco relevante de perda de competitividade justamente no momento em que o mercado começa a precificar uma safra brasileira maior.
Atualizado em: 02/11/2026 · Fontes consultadas: Cepea/Esalq, Agrolink, Notícias Agrícolas.
Café Arábica em destaque
Dólar USD R$ 5,44 1,05% Ver em Tempo Real
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Fonte: Notícias Agrícolas
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