Segunda-feira, 02 de novembro de 2026 · fechamento do dia anterior

Análise de Mercado — Café

Verifique a seguir o que moveu o mercado de café arábica na última semana.

Cotação de hoje

Fonte: CEPEA/Esalq · dado de 30/10/2026
Café Arábica
R$ 1598.37
▲ 0.48%
por saca de 60kg
Sul de Minas
Guaxupé - MG
R$ 1.732,00
Varginha - MG
R$ 1.700,00
Machado - MG
R$ 1.660,00
Campos Gerais - MG
R$ 1.704,00
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Contrato futuro

CommodityContratoFechamentoVariação
Café ArábicaDezembro/2026R$ 1938,62 /sc▼ 0.65%

Variação no período

Queda de 0,7% na semana.

R$/saca R$ 1.590,72 R$ 1.602,97 R$ 1.615,21 R$ 1.627,46 27/10/202629/10/202630/10/202631/10/202602/11/2026

Análise da Semana

O que aconteceu

O indicador Cepea/Esalq do café arábica fechou em 18 de setembro a R$ 1.546,58 por saca de 60 kg, com alta de 0,30% no dia. No plano internacional, contudo, a semana consolidada até 8 de setembro trouxe uma queda expressiva: o café arábica negociado na ICE (Nova York) recuou 5,9% no período, movimento que acompanhou perdas generalizadas em commodities agrícolas — o cacau caiu 10,8% em Londres, o trigo caiu 4,5% em Chicago, e o índice geral de commodities agrícolas (S&P GSCI Agriculture) recuou 3,0% na semana. As causas apontadas para o recuo do café foram o aumento dos estoques certificados e a mudança nas expectativas de demanda, além de chuvas recentes e previstas no Brasil que melhoraram as perspectivas para a safra 2027/28.

Por que aconteceu

O movimento de queda no mercado externo reflete uma recomposição de estoques certificados na bolsa de Nova York após um período de escassez, somada à melhora do panorama climático para a próxima safra brasileira — as chuvas que favorecem a floração e o pegamento dos grãos reduzem a percepção de risco de quebra futura, o que tende a aliviar prêmios de risco embutidos nos contratos futuros mais longos. A resiliência do indicador Cepea em reais (com leve alta no dia) frente à queda em dólar na ICE é explicada, em parte, pelo comportamento do câmbio: um dólar mais firme compensa parcialmente, para o produtor brasileiro, a queda da cotação internacional em moeda americana.

Consequências no mercado

No curto prazo, a combinação de estoques maiores em Nova York com perspectiva climática mais favorável para 2027/28 tende a manter os preços internacionais sob pressão baixista, especialmente se as chuvas no Brasil se confirmarem ao longo da florada. Para o produtor brasileiro, o amortecedor cambial é relevante: enquanto o real não se apreciar de forma significativa, parte da queda em dólar tende a ser compensada na conversão para reais, sustentando a remuneração doméstica.

Impacto B2B

Torrefadoras e exportadores se beneficiam de preços internacionais mais baixos e da manutenção da isenção tarifária nos Estados Unidos, embora o produtor sinta a queda em dólar amortecida pelo câmbio — o repasse ao custo de compra da indústria tende a ser gradual, não imediato.

Impacto B2C

Sem repasse identificado ao preço de varejo do café nesta semana.

O que observar

A confirmação das chuvas ao longo da florada 2027/28 nas próximas semanas, e o resultado da rodada de negociação tarifária Brasil-EUA de 30 de setembro a 1º de outubro — a manutenção da isenção tarifária do café remove um risco relevante de perda de competitividade justamente no momento em que o mercado começa a precificar uma safra brasileira maior.

Atualizado em: 02/11/2026 · Fontes consultadas: Cepea/Esalq, Agrolink, Notícias Agrícolas.

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